Teste de Impairment

Teste de Impairment para empresas construtoras ou incorporadoras – Parte II

Nesta sequência de blog’s a respeito do Teste de Impairment para empresas construtoras e/ou incorporadoras, damos continuidade ao importante serviço oferecido pela Global consultoria.

O fato que é este tema é bastante específico e por este motivo é pouco conhecido, inclusive por alguns “profissionais” que atuam na área, trata-se do Teste de Impairment realizado em empresas Construtoras e/ou Incorporadoras, cuja contabilidade esteja alinhada com as orientações do CPC-17 e NBC TG 17 Contratos de Construção.

Vamos apresentar o CPC 17 e NBC TG 17 e “aplicar” o teste de Impairment conforme orientação do CPC-01 para esse segmento de empresas do Brasil.

Neste segundo blog desta série apresentamos detalhadamente o “teste de impairment na prática para empresas deste segmento”.

Registro contábil “por obra”

CPC 17 / NBC TG 17 – Contratos de Construção: Determina que as receitas, custos e despesas de contratos de construção devem ser reconhecidos individualmente por contrato (obra).   Isso implica que o controle financeiro (inclusive o fluxo de caixa) deve ser segregado por empreendimento, para permitir apuração de resultados de forma fidedigna.

Importante relembrar que…

O teste de impairment serve para verificar se o valor contábil dos ativos (ou grupos de ativos) não ultrapassa o valor recuperável, que é o maior entre:

  • valor em uso (fluxo de caixa futuro descontado), e
  • valor líquido de venda (valor justo menos custos de venda).

Unidade Geradora de Caixa (UGC) — foco na obra/empreendimento

De acordo com o CPC 01, o teste deve ser feito por UGC — a menor unidade capaz de gerar entradas de caixa independentes. No caso de uma construtora, cada obra ou empreendimento é normalmente considerada uma UGC, pois:

  • tem receitas e custos próprios (conforme CPC 17);
  • possui controles segregados de fluxo de caixa;
  • o resultado é mensurado individualmente.

Passo-a-passo do teste de Impairment para construtoras

Como realizar o teste (etapas práticas)

1º Passo: Identificar a UGC

Selecionar a obra ou empreendimento cujos ativos serão avaliados.

2º Passo: Levantar o valor contábil

Somar todos os valores registrados nos ativos relacionados àquela obra (imóveis em construção, terreno, equipamentos, etc.).

3º Passo: Estimar o valor recuperável

Calcular o maior entre:

(a) Valor líquido de venda:
preço de mercado estimado de venda das unidades menos custos para concluir e vender.

(b) Valor em uso:
fluxo de caixa líquido projetado da obra (receitas esperadas menos custos e despesas), trazido a valor presente usando uma taxa de desconto compatível com o risco do empreendimento.

4º Passo: Comparar

Se o valor contábil > valor recuperável, deve-se reconhecer perda por impairment no resultado.

5º Passo: Evidenciar

A perda deve ser registrada como despesa no resultado e detalhada em notas explicativas, informando:

  • critério de cálculo,
  • premissas utilizadas,
  • UGC afetada.

Equipe Global ressalta para as importantes questões abaixo:

  1. Caso os ativos sejam utilizados em várias obras (ex: máquinas, betoneiras, caminhões), a UGC pode ser o conjunto de obras que usa esses equipamentos.
  2. O teste deve ser feito anualmente ou sempre que houver indício de perda (ex: queda nas vendas, aumento expressivo nos custos, paralisação de obras).
  3. O fluxo de caixa por obra, exigido pelo CPC 17, é o instrumento essencial para calcular o valor em uso.

 

Esperamos ter contribuído com o tema e colocamos a equipe de consultores da Global á disposição para maiores detalhamentos sobre este importante serviço.