Análise de Indicadores Internos e Externos  CPC 01 – Teste de Impairment

Análise de Indicadores Internos e Externos CPC 01 – Teste de Impairment

O teste de Impairment é obrigatório?

A dúvida é recorrente nas empresas, mesmo após 10 anos da edição do CPC-01 muitos profissionais da área ainda não sabem se o teste de impairment é ou não obrigatório.

Antes de abordamos a questão objetivo deste post, ou seja, esclarecer se o teste de Impairment é obrigatório ou não, vamos apresentar os destaques do CPC-01 específico sobre esse tema

Destaques do CPC-01 específico sobre o tema

O CPC-01 “não exige que uma entidade faça uma estimativa formal do valor recuperável” (exceto para o ágio), porém há indicadores de que a perda possa ter ocorrido e este é o objetivo deste serviço de Análise de indicadores.

Compreende na Análise de Indicadores Internos e Externos da empresa, conforme orientação específica do CPC-01 para identificar a necessidade de realização (ou não) do Teste de Impairment,

A edição de Lei nº 11.638/07 foi o primeiro passo para a convergência das normas brasileiras ao padrão adotado internacionalmente. A partir dessa Lei, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC aprovou diversos pronunciamentos técnicos com o objetivo de implantar o padrão IFRS no Brasil. O Teste de Impairment foi aprovado e definido pelo CPC através do Pronunciamento Técnico nº um (CPC 01) em correlação às Normas Internacionais de Contabilidade – IAS 36 (IASB).

Em que consiste o teste de impairment

O Teste de Impairment consiste na adoção de determinados procedimentos que visam assegurar que os ativos de longa duração não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda.

Visando facilitar o entendimento do objetivo deste Blog, segue abaixo apenas os destaques do CPC-01 que tratam dos Indicadores Internos e Externos:

  • COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS
  • PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01
  • REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS

Capítulo 1

O objetivo deste Pronunciamento Técnico é definir procedimentos visando a assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele possível de ser recuperado por uso ou por venda. Caso existam evidências claras de que ativos estão avaliados por valor não recuperável no futuro, a entidade deverá imediatamente reconhecer a desvalorização por meio da constituição de provisão para perdas. O Pronunciamento também define quando a entidade deve reverter referidas perdas e quais divulgações são necessárias.

Capítulo 7

Um ativo está desvalorizado quando seu valor contábil excede seu valor recuperável.

Os itens 10 a 12 descrevem algumas indicações de que essa perda possa ter ocorrido; se qualquer dessas situações estiver presente, uma entidade deve fazer uma estimativa formal do valor recuperável. Se não houver indicação de uma possível desvalorização, exceto conforme descrito no item 9 (intangível deve ser obrigatoriamente testado anualmente, os demais ativos, apenas se houver alguma indicação de perda – interna ou externa), este Pronunciamento não exige que uma entidade faça uma estimativa formal do valor recuperável.

Capítulo 10

Ao avaliar se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização, uma entidade deve considerar, no mínimo, as seguintes indicações:

Fontes externas de informação

(a) durante o período, o valor de mercado de um ativo diminuiu sensivelmente, mais do que seria de se esperar como resultado da passagem do tempo ou do uso normal;

(b) mudanças significativas com efeito adverso sobre a entidade ocorreram durante o período, ou ocorrerão em futuro próximo, no ambiente tecnológico, de mercado, econômico ou legal, no qual a entidade opera ou no mercado para o qual o ativo é utilizado;

(c) as taxas de juros de mercado ou outras taxas de mercado de retorno sobre investimentos aumentaram durante o período, e esses aumentos provavelmente afetarão a taxa de desconto usada no cálculo do valor em uso de um ativo em uso e diminuirão significativamente o valor recuperável do ativo;

(d) o valor contábil do patrimônio líquido da entidade é maior do que o valor de suas ações no mercado;

Fontes internas de informação

(e) evidência disponível de obsolescência ou de dano físico de um ativo;

(f) mudanças significativas, com efeito adverso sobre a entidade, ocorreram durante o período, ou devem ocorrer em futuro próximo, na medida ou maneira em que um ativo é ou será usado. Essas mudanças incluem o ativo que se torna inativo, planos para descontinuidade ou reestruturação da operação à qual um ativo pertence, planos para baixa de um ativo antes da data anteriormente esperada e reavaliação da vida útil de um ativo como finita ao invés de indefinida; e

(g) evidência disponível, proveniente de relatório interno, que indique que o desempenho econômico de um ativo é ou será pior que o esperado.

Capítulo 11

A relação constante do item 10 não é exaustiva. Uma entidade pode identificar outras

indicações ou fontes de que um ativo pode ter se desvalorizado, exigindo que a entidade determine o seu valor recuperável.

Capítulo 12

Evidência proveniente de relatório interno que indique que um ativo pode ter se desvalorizado inclui a existência de:

(a) fluxos de caixa para adquirir o ativo ou necessidades de caixa subsequentes para operar ou mantê-lo, que sejam significativamente mais elevadas do que originalmente orçadas;

(b) fluxos de caixa líquidos reais ou lucros ou prejuízos operacionais gerados pelo

ativo, que são significativamente piores do que aqueles orçados;

(c) queda significativa nos fluxos de caixa líquidos orçados ou no lucro operacional ou um aumento significativo no prejuízo orçado gerado pelo ativo; ou

(d) prejuízos operacionais ou saídas de caixa líquidas em relação ao ativo, quando os números do período atual são agregados com números orçados para o futuro.

Procedimentos importantes

A Global Consultoria aplica um questionário abordando as possíveis situações que caracterizam o indicativo de perda de valor de um Ativo, conforme orientação do CPC-01. O questionário é respondido pelos gestores da empresa analisada e embasa nossa conclusão sobre a necessidade (ou não) de realização do teste de Impairment.

Conclusão

Como vimos nos destaques do CPC-01 apresentados acima, a resposta para a questão é: Não, incialmente o teste de Impairment não é obrigatório, mas as empresas devem verificar se há sinais de perda de valor recuperável em seus ativos. Se houver a indicação de perda, aí sim, a realização do teste de Impairment passa a ser obrigatória.

Se ainda houverem dúvidas sobre esse tema ou se sua empresa precisa do serviço de Análise de indicadores de necessidade de teste de Impairment, estamos a disposição para maiores informações. Contate-nos através do 0800.009.5555 (51) 98599.4248 ou pelo nosso FORMULÁRIO DE CONTATO

 

 

Teste de Impairment : Afinal,  é obrigatório ou não?

Teste de Impairment : Afinal, é obrigatório ou não?

Você tem dúvidas sobre a obrigatoriedade do Teste de Impairment?

No post de hoje vamos falar sobre  a Análise de Indicadores Internos para a Realização (ou não) do Teste de Impairment e falar sobre a “obrigatoriedade ou não da realização do Teste de Imparidade”, abordando os serviços executados pela Global Consultoria que contribuem sua execução.

A primeira edição do CPC-01 data do início de 2008, ou seja, há mais de 12 anos, mas até hoje ainda persistem algumas dúvidas nos gestores das empresas sobre a sua obrigatoriedade.

OBS: Importante salientar que este Blog abordará exclusivamente o Ativo Tangível. A respeito do Teste de Impairment do Ativo Intangível abordaremos o tema do próximo post.

E recorrente a questão: O teste de Impairment é obrigatório? Tenho que realiza-lo anualmente? Há alguma outra alternativa?

Ao logo de nossa experiência no mercado,  percebemos que muitos de nossos clientes apresentam  as mesmas dúvidas recorrentes, por isso o nosso objetivo de hoje é divulgar a resposta definitiva para ajudá-los a compreender melhor essa questão.

O primeiro ponto que temos que salientar é que a resposta é NÃO.

Não é obrigatória a realização direta do Teste de Imparidade. No entanto que é obrigatório SIM é a ANÁLISE DE INDICADORES INTERNOS E EXTERNOS para identificação da necessidade de realização do Impairment Teste.

O CPC-01 nos tópicos de 10 a 12 lista detalhadamente quais são os indicadores internos e Externos que se existirem na empresa apontarão para a obrigatoriedade do Teste de Impairment.

Se a resposta aos indicadores não indicar a necessidade de realização de Teste de Impairment, esse não será obrigatório, porém, se algum dos indicadores apontar para essa perda, aí sim, o Teste de Impairment deverá ser realizado na empresa.

Para melhor entendimento, considere o seguinte exemplo:

Durante o exercício houve parada de produção ou retirada de linha de algum produto ou serviço?

Há evidência de obsolescência físico ou tecnológica de algum ativo ou de alguma linha de produção?

  • Se a resposta para um desses dois exemplos hipotéticos for SIM, está identificada a necessidade de realização do teste de Impairment.
  • Se a resposta para ambas questões for NÃO, não há necessidade.

O CPC-01 apresenta várias questões e ressalta que são apenas exemplos de indicadores internos e externo que evidenciariam a necessidade de realização do teste de Impairment.

Segue abaixo o RESUMO DO CPC-01 APENAS COM OS TÓPICOS relativos ao tema que estamos abordando neste post.

  • COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS
  • PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01
  • REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS

Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade – IAS 36 (IASB)

PRONUNCIAMENTO

Objetivo

1 O objetivo deste Pronunciamento Técnico é definir procedimentos visando a assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele possível de ser recuperado por uso ou por venda. Caso existam evidências claras de que ativos estão avaliados por valor não recuperável no futuro, a entidade deverá imediatamente reconhecer a desvalorização por meio da constituição de provisão para perdas. O Pronunciamento também define quando a entidade deve reverter referidas perdas e quais divulgações são necessárias.

7 Um ativo está desvalorizado quando seu valor contábil excede seu valor recuperável.

Os itens 10 a 12 descrevem algumas indicações de que essa perda possa ter ocorrido; se qualquer dessas situações estiver presente, uma entidade deve fazer uma estimativa formal do valor recuperável. Se não houver indicação de uma possível desvalorização, exceto conforme descrito no item 9 ((intangível deve ser obrigatoriamente testado anualmente, os demais ativos, apenas se houver alguma indicação de perda – interna ou externa )), este Pronunciamento não exige que uma entidade faça uma estimativa formal do valor recuperável.

10  Ao avaliar se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização, uma entidade deve considerar, no mínimo, as seguintes indicações:

Fontes externas de informação

(a) durante o período, o valor de mercado de um ativo diminuiu sensivelmente, mais do que seria de se esperar como resultado da passagem do tempo ou do uso normal;

(b) mudanças significativas com efeito adverso sobre a entidade ocorreram durante o período, ou ocorrerão em futuro próximo, no ambiente tecnológico, de mercado, econômico ou legal, no qual a entidade opera ou no mercado para o qual o ativo é utilizado;

(c) as taxas de juros de mercado ou outras taxas de mercado de retorno sobre investimentos aumentaram durante o período, e esses aumentos provavelmente afetarão a taxa de desconto usada no cálculo do valor em uso de um ativo em uso e diminuirão significativamente o valor recuperável do ativo;

(d) o valor contábil do patrimônio líquido da entidade é maior do que o valor de suas ações no mercado;

Fontes internas de informação

(e) evidência disponível de obsolescência ou de dano físico de um ativo;

(f) mudanças significativas, com efeito adverso sobre a entidade, ocorreram durante o período, ou devem ocorrer em futuro próximo, na medida ou maneira em que um ativo é ou será usado. Essas mudanças incluem o ativo que se torna inativo, planos para descontinuidade ou reestruturação da operação à qual um ativo pertence, planos para baixa de um ativo antes da data anteriormente esperada e reavaliação da vida útil de um ativo como finita ao invés de indefinida; e

(g) evidência disponível, proveniente de relatório interno, que indique que o desempenho econômico de um ativo é ou será pior que o esperado.

11 A relação constante do item 10 não é exaustiva. Uma entidade pode identificar outras indicações ou fontes de que um ativo pode ter se desvalorizado, exigindo que a entidade determine o seu valor recuperável.

12 Evidência proveniente de relatório interno que indique que um ativo pode ter se desvalorizado inclui a existência de:

(a) fluxos de caixa para adquirir o ativo ou necessidades de caixa subsequentes para operar ou mantê-lo, que sejam significativamente mais elevadas do que originalmente orçadas;

(b) fluxos de caixa líquidos reais ou lucros ou prejuízos operacionais gerados pelo ativo, que são significativamente piores do que aqueles orçados;

(c) queda significativa nos fluxos de caixa líquidos orçados ou no lucro operacional ou um aumento significativo no prejuízo orçado gerado pelo ativo;

ou

(d) prejuízos operacionais ou saídas de caixa líquidas em relação ao ativo, quando os números do período atual são agregados com números orçados para o futuro.

Ainda ficou com alguma dúvida?

Se você tiver qualquer dúvidas e deseje nos fazer um questionamento, estamos à disposição para ajudá-lo. E caso sua empresa precise realizar o serviço de TESTE DE IMPAIRMENT OU DA ANÁLISE DE INDICADORES INTERNOS E EXTERNOS, estamos a disposição para maiores informações. Contate-nos pelo 0800.009.5555 (51) 98599.4248 pelo formulário de CONTATO

 

Método de valor líquido de venda X valor em uso – Terceira parte

Método de valor líquido de venda X valor em uso – Terceira parte

Dando continuidade à série sobre o tema “Método de valor líquido de venda X valor em uso”, abordaremos hoje a terceira parte da questão do Teste de Impairment evidenciando que os resultados obtidos podem ser diferentes conforme a metodologia utilizada para o “Impairment test”.

Como o tema é extenso, dividimos o assunto em 3 partes, sendo o texto abaixo referente a terceira e última parte do tema.

Método de valor líquido de venda X valor em uso – Terceira parte

Caso ainda não tenha acompanhado os posts anteriores desta série: PARTE IPARTE II, sugerimos efetuar a leitura antes de prosseguir.

Definição do Valor Recuperável através do Valor em Uso

Para a determinação do valor recuperável dos ativos através do valor em uso foram analisados os seguintes documentos disponibilizados pela empresa: fluxo de caixa, a demonstração do resultado do exercício (DRE) específico de cada linha de produção, os orçamentos de capital para os próximos três anos, além do balanço patrimonial do exercício atual e dos cinco últimos anos. O CPC 01 define valor em uso:

O valor presente de fluxos de caixas futuros estimados, que devem resultar do uso de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa. (Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pronunciamento técnico CPC 01).

O cálculo de valor em uso considerou as estimativas de fluxos de caixa futuros que a unidade espera obter com a utilização das respectivas linhas de produção, considerando as possíveis variações no montante ou no período destes fluxos de caixa, além do histórico de resultados passados analisados através das demonstrações contábeis dos últimos três anos, por linha de produção.

A análise de resultados já obtidos foi fundamental para se criar uma referência de valores ao longo do tempo que serviu de parâmetro para, junto com outras informações, fundamentar a estimativa de resultados futuros.

Foi utilizado um conjunto único de fluxos de caixa estimados e uma só taxa de desconto, pois esta abordagem denominada “tradicional” presume que uma taxa de desconto única incorpora todas as expectativas sobre os fluxos de caixa futuros e o prêmio de risco adequado, e principalmente, reflete a realidade da empresa que está consolidada no segmento em que atua há mais de trinta anos e não apresentou grandes variações de resultados ao longo dos exercícios anteriores estudados.

A taxa de desconto foi obtida através do cálculo do WACC-Custo Médio de Capital Ponderado da empresa. A base foi ajustada para desconsiderar os efeitos dos impostos e a taxa de desconto obtida foi de 4,2% ao ano.

Abaixo é apresentado o comparativo entre o valor contábil das duas linhas de produção e os seus respectivos valores em uso.

Os resultados futuros foram estimados para apenas os três próximos anos, apesar de a legislação permitir uma estimativa maior de tempo, a empresa não possui estimativas seguras de resultados, não efetua orçamentos nem planos de investimentos para períodos maiores que três anos, desta forma, as premissas de tempo e taxa que embasam este trabalho são conservadoras e estão sustentadas em números oficiais da empresa.

Pelos resultados demonstrados pelo método de “valor em uso” também não há necessidade de contabilizar uma perda por Impairment em nenhuma das duas linhas de produção, pois os valores presentes de fluxos de caixa futuros são maiores que os valores contábeis da empresa.

Conclusão

O objetivo do Teste de Impairment é assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior ao recuperável. O objetivo deste estudo de caso da unidade de Manaus-AM da empresa era demonstrar que os resultados são diferentes conforme a metodologia aplicada. Para este trabalho efetuamos o Teste de Impairment pelos dois métodos permitidos, que são: O teste pelo valor líquido de venda e o pelo valor em uso. A legislação pertinente a este tema não obriga as empresas a fazerem o mesmo, mas para atingir o objetivo proposto efetuamos os cálculos por ambos os métodos, conforme tópico 17 do CPC 01:

Nem sempre é necessário determinar o valor líquido de venda do um ativo e seu valor em uso. Se qualquer desses valores exceder o valor contábil do ativo, esse não tem desvalorização e, portanto, não é necessário estimar outro valor. (Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pronunciamento técnico CPC 01)

As tabelas comparativas entre os valores contábeis das linhas de produção e os respectivos valores líquidos de venda e valor presente de resultados futuros demonstram que os valores calculados, em ambos os casos, são superiores ao valor contábil, contudo, ao se analisar os resultados obtidos entre os dois métodos diferentes é observado que são muito distintos, o valor líquido de venda é muito superior ao valor em uso, sendo que este último ficou muito próximo ao valor contábil e está mais sujeito a variações, visto que depende da taxa de desconto utilizada para seu cálculo, que está sujeita a variações conforme o mercado.

Outra questão importante que ressalta as vantagens da utilização do método de valor líquido de venda para o Teste de Impairment é que para utilizar esta metodologia é necessária a vistoria técnica dos itens e a emissão de um laudo de avaliação, como conseqüência deste trabalho a empresa obterá informações importantes para a manutenção do ativo imobilizado no futuro, como o valor de descarte no final da vida útil e a determinação da própria vida útil do bem, que são informações fundamentais para o cálculo de depreciação de acordo com o CPC 27 que foi adotado no Brasil a partir de julho de 2009.

Por Gilberto Oliveira – Diretor Comercial da Global Consultoria

E se deseja mais informações sobre o assunto ou agendar uma reunião com nossos especialistas, entre em contato pelo FORMULÁRIO DE CONTATO ou ligue  0800 009 5555

 

 

 

Método de valor líquido de venda X valor em uso – Segunda parte

Método de valor líquido de venda X valor em uso – Segunda parte

Dando continuidade à série sobre Método de valor líquido de venda X valor em uso, abordaremos hoje a questão do Teste de Impairment evidenciando que os resultados obtidos podem ser diferentes conforme a metodologia utilizada para o “Impairment test”.

O Teste de impairment consiste na adoção de determinados procedimentos que visam assegurar que os ativos de longa duração não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda.

Com essas duas possibilidades (Valor líquido de venda ou Valor em uso) pode-se chegar a resultados diferentes que, conforme o caso, são determinantes para a contabilização ou não de um resultado negativo relativo ao impairment.

Método de valor líquido de venda X valor em uso – Segunda parte

Como o tema é extenso, dividimos o assunto em 3 partes, sendo o texto abaixo referente a 2ª parte. No entanto, caso você não tenha lido ainda a primeira parte, sugerimos acessar este link antes de prosseguir.

Definição do Valor Recuperável através do Valor Líquido de Venda

Para a determinação do valor recuperável dos ativos através do método de valor líquido de venda, efetua-se a conciliação dos bens físicos inventariados e avaliados com os itens contábeis. Em outras palavras, os bens da relação analítica que compõem o imobilizado da empresa, cujo saldo agrupado por conta deve estar coincidindo com o saldo contábil do ativo imobilizado na data base do Teste de Impairment. Neste estudo de caso a data base é 31/12/2008. O tópico 73 do CPC 01 determina a composição contábil da unidade geradora de caixa como:

“O valor contábil de uma unidade geradora de caixa deve incluir o valor contábil somente daqueles ativos que podem ser atribuídos diretamente ou alocado em base razoável e consistente, á unidade geradora de caixa, e que gerarão as futuras entradas de caixa utilizadas para determinar o valor em uso da unidade geradora de caixa. (Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pronunciamento técnico CPC 01).”

Esta conciliação deve ser efetuada por linha de produção, no caso da unidade de Manaus os bens foram separados em duas linhas: fornos de microondas e refrigeradores, pois é possível que para determinada linha de produção seja necessário a contabilização de uma perda por Impairment. E em outra linha de produto os valores contábeis sejam recuperáveis e, portanto, não sendo necessária a contabilização da perda por Impairment nesta segunda linha.

Também existe a possibilidade que determinado equipamento esteja contabilizado por um valor superior ao recuperável, mas no montante a linha de produção esteja contabilizada por um valor abaixo do determinado como recuperável. Neste caso, o equipamento específico não tem Impairment, pois o critério para se efetuar a contabilização do Impairment é somatório da linha de produção e não os equipamentos individuais.

Para a determinação do valor líquido de venda foi contratada uma empresa especializada em avaliações que vistoriou e classificou os bens em linhas de produção.

O tópico 23 do CPC 01 cita:

“A melhor evidência de um valor líquido de venda é um preço de um contrato de venda firme em uma transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas adicionais que seriam diretamente atribuíveis à venda do ativo. (Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pronunciamento técnico CPC 01).”

Além do valor líquido de venda, o laudo de avaliação contém informações fundamentais para a correta aplicação do Teste de Impairment e manutenção do controle do ativo imobilizado, em conformidade com as normas internacionais que estão sendo editadas no Brasil, mas especificamente o CPC 27.

O laudo de avaliação das linhas de produção contempla as seguintes informações, individualizadas e agrupadas por linhas:

  • determinação do “Valor Atual”, que é o valor do bem no estado em que se encontra.
  • determinação do “Valor Líquido de Venda”,  que é o real valor pelo qual o bem tem a tendência de ser adquirido pelo mercado, descontando-se os custos de desmobilização e transporte para se obter o valor líquido de venda.
  • estimativa do “Valor de Descarte”, valor residual do bem após estar totalmente depreciado e apresentação da VUER– Vida Útil Econômica Remanescente, baseada na vida útil específica do bem de acordo com o ramo de atividade da empresa.

A vida útil do bem é que define a respectiva taxa de depreciação. O CPC 01 define o que é vida útil:

“O período de tempo no qual a entidade espera usar um ativo ou o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a unidade espera obter de um ativo. (Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pronunciamento técnico CPC 01).”

Após a conciliação dos itens inventariados e avaliados em relação aos itens contábeis, comparou-se o valor residual contábil da linha de produção com o seu respectivo valor líquido de venda. O resultado obtido foi o seguinte:

tabela-impairment-parte3

Pelo comparativo acima fica evidenciado que os ativos estão registrados contabilmente por valores recuperáveis por venda, pois os valores líquidos de venda são superiores ao residual contábil.

Na linha de fornos de microondas o valor líquido de venda é superior em R$ 5.256.020,84 que o valor residual contábil e na linha de refrigeradores o valor líquido de venda é R$8.100.617,75 superior ao valor residual contábil.

Pelos resultados obtidos não há necessidade de contabilizar uma perda por Impairment em nenhuma das duas linhas de produção.

O tópico 57 do CPC 01 aborda o reconhecimento de uma perda por desvalorização:

“Se, e somente se, o valor recuperável de um ativo for menor que o seu valor contábil, o valor contábil de um ativo deve ser reduzido ao seu valor recuperável. Essa redução representa uma perda por desvalorização do ativo”. O tópico 58 complementa: “A perda por desvalorização do ativo deve ser reconhecida imediatamente no resultado do período, a menos que o ativo tenha sido reavaliado. Qualquer desvalorização de um ativo reavaliado Ser tratada como uma diminuição do saldo da reavaliação. (Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pronunciamento técnico CPC 01).”

Os bens corporativos, que atendem a ambas as linhas de produção, tiveram seus respectivos valores contábeis atribuídos às linhas de produção nos mesmos percentuais de rateio que são utilizadas pela empresa para a composição dos custos indiretos de fabricação.

A sequência deste tema será abordada no próximo post a 3ª parte e última parte do texto. Aguarde.

E se deseja mais informações sobre o assunto ou agendar uma reunião com nossos especialistas, entre em contato pelo FORMULÁRIO DE CONTATO ou ligue  0800 009 5555

Por Gilberto Oliveira – Diretor Comercial da Global Co