Ativos Imobilizados: Desvendando Dúvidas contabilização de peças, reparos e aquisições
Quando reparos e conservação devem ser ativados? Qual a diferença de adiantamento a fornecedor e despesas pré-operacionais? Devo registrar no Imobilizado este valor?
Neste post vamos abordar a algumas questões que regularmente geram dúvidas nas empresas, a equipe Global trata de duas questões pontuais e orienta a contabilização:
Quando reparo, partes e peças devem ser imobilizados ou são despesas de manutenção dos equipamentos?
Na aquisição de uma máquina, por exemplo, o valor desembolsado pela empresa é um adiantamento a fornecedor ou deve ser imobilizado na conta de Ativo em desenvolvimento?
Nós da Global Consult buscamos sempre a melhor solução para nossos clientes, e com base na nossa experiência compartilhamos as seguintes orientações:
Ativo Imobilizado – Reparos, conservação e substituição de partes e peças.
Os gastos com manutenção de rotina e os pequenos reparos eventuais de bens do Ativo Imobilizado não contribuem para o aumento da sua vida útil. Tais valores devem ser registrados em conta de “Manutenção e Conservação”, como custo de produção (se referentes a bens utilizados na produção de bens ou serviços), ou como despesa operacional (se referentes a bens utilizados nos setores comercial e administrativo).
Contudo, os gastos incorridos em reformas e/ou grandes reparos que aumentem o prazo de vida útil do bem devem ser contabilizados Ativo Imobilizado.
O valor a ser ativado e a parcela a ser registrada como despesa ou custo são obtidos mediante os seguintes procedimentos:
a) aplica-se sobre os custos de substituição das partes e peças o percentual de depreciação correspondente à parte não depreciada do bem e escritura-se o valor apurado a débito de conta de resultado;
b) apura-se a diferença entre o total dos custos e substituição e o valor determinado no cálculo descrito na letra “a” e escritura-se o valor dessa diferença a débito da conta do Ativo Imobilizado que registra o bem, o qual terá seu novo valor contábil depreciado no novo prazo de vida útil previsto.
É oportuno lembrar que a parte não depreciada do bem corresponde ao valor residual – ou valor contábil (custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31.12.1995, se adquirido anteriormente a essa data, menos a depreciação acumulada).
Esse procedimento também atende à aplicação da boa técnica contábil, porque, ao ser registrado no Ativo Imobilizado o valor proporcional à depreciação sofrida pelo bem, está se considerando a baixa de peça ou partes substituídas por estimativa, o que se torna uma alternativa bastante útil diante das dificuldades e até da impossibilidade de atribuir-lhes valores específicos.
Observe-se que, na hipótese de o bem estar totalmente depreciado, o valor total da reforma deve ser registrado no Ativo Imobilizado.
Distinção entre “despesas pré-operacionais ou pré-industriais” e “despesas pagas antecipadamente”
As despesas pré-operacionais ou pré-industriais não devem ser confundidas com as despesas pagas antecipadamente.
As despesas pré-operacionais ou pré-industriais são despesas já incorridas que, por antecederem ao início das atividades da empresa ou por serem relativas à ampliação de seus empreendimentos, beneficiarão exercícios futuros.
Portanto, devem ser registradas no Ativo Diferido e amortizadas periodicamente, em prazo não superior a 10 anos, a partir do início da atividade normal ou do período de apuração em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes.
Já as despesas pagas antecipadamente (classificáveis no Ativo Circulante ou no Ativo Imobilizado em caso de um equipamento ou máquina, conforme o caso) representam a aplicação de recursos em despesas ainda não incorridas, que serão computadas na apuração de resultados de exercícios futuros.
A equipe da área fiscal da Global está a disposição para maiores detalhamentos e atendimento personalizado.
Esperamos ter contribuído nesta importante operação, contudo a equipe da Global Consult está a disposição para maiores detalhamentos sobre este tema . Solicite um CONTATO
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